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A importância do exercício no tratamento da diabetes

A Sociedade Brasileira de Diabetes afirma que a doença está se tornando a epidemia do século. Afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. Até 2025, esse número deve chegar a 380 milhões. Estima-se que somente no Brasil sejam 5,9% da população portadora de diabetes, este número corresponde a grande fatia de 10.940.000 pessoas de uma população de 184.000.000 (IBGE, 2007).

 


O exercício físico está estritamente relacionado a melhorias na qualidade de vida de paciente portadores de diabetes tipo 2, tanto na redução dos medicamentos utilizados como em alguns casos até mesmo a suspensão dos mesmos. O exercício e a redução de peso podem reduzir as necessidades de insulina em até cem por cento. A grande importância do exercício físico no tratamento e prevenção de diabetes tipo 2 está relacionada ao seu fator fisiológico, que promove mudanças tanto momentâneas quanto a longo prazo.

 


O exercício físico regular irá proporcionar várias mudanças metabólicas em seu praticante. Com regularidade o exercício aeróbico provoca o aumento da capacidade aeróbica, aumento na capacidade dos pulmões e coração bombear oxigênio e sangue até os músculos. Através dessas alterações o metabolismo basal do paciente irá aumentar, assim, seu gasto calórico diário. No momento em que o paciente tem uma dieta controlada e um gasto calórico mais elevado conseqüentemente irá emagrecer. Outro fator metabólico de suma importância que é promovido pelo exercício físico, é a utilização dos transportadores de glicose para célula denominados de Glut 4. que tem sua ação desencadeada graças ao estimulo promovido pelo exercício físico.

 


A maioria dos efeitos diretos da atividade física ocorre porque o exercício normaliza a glicose sanguínea, diminuindo a resistência de insulina e melhorando a sensibilidade a ela. Vários estudos têm demonstrado que o treinamento de exercício pode aumentar a ação da insulina ou diminuir a resistência à insulina, especialmente entre pessoas com alto risco para diabetes ou com hiperinsulinemia. Outros estudos mostram que indivíduos fisicamente ativos têm menos probabilidade de desenvolver diabetes do que indivíduos fisicamente inativos.
O exercício deve ser sempre bem orientado por profissionais especializados, consistindo em avaliações prévias e anamnese, e ainda o controle glicêmico durante a pratica do exercício, que deve consistir em atividades tanto aeróbicas como de exercícios resistidos, sendo praticas de três a cinco vezes semanais, com no mínimo 30 minutos de duração e intensidade moderada.
   



Christian D. Ferlin
CREF: 015628-G/PR