Basta entrar em um restaurante, seja ele de comida típica brasileira ou de outra cultura, para que as dúvidas sobre etiqueta comecem a incomodar. Pior ainda é quando a pessoa nem se lembra delas e faz tudo errado sem receio algum, causando má impressão às companhias. "Há aspectos da etiqueta que são flexíveis, mas isso não acontece com o comportamento à mesa. Não tem um meio termo", disse a consultora de etiqueta Célia Leão, de São Paulo.
Descubra se você respeita as leis da boa etiqueta fazendo o teste abaixo! Depois, é só conferir as respostas no final da página!
1 - Quando vai a um restaurante com comida típica de outro país e lhe oferecem algo que considera exótico demais para seu paladar, o que faz?
a) Em primeiro lugar, se vou a um restaurante diferenciado, tenho de estar preparado para novidades. Além disso, recusar dá a impressão de descaso com a cultura alheia. Agora, se for um prato que me cause repugnância, a alternativa é alegar alguma restrição médica.
b) Não como de jeito algum. Com certeza, ainda vou acabar fazendo cara feia ao ver o aspecto estranho da comida.
c) Falo que não quero. Não gosto nem de ver esses pratos estranhos, porque já me dá náuseas.
d) Como, mas, se não for bom, faço aquela cara incontrolável de nojo.
2 - Em um restaurante japonês, come com o auxílio dos hashis ou pede logo de cara os talheres ocidentais?
a) É simpático ao menos tentar usar os hashis. Além disso, há a possibilidade de pedir os hashis com o elástico para se adaptar. Se nada der certo, peço o talher ocidental.
b) Peço o ocidental. Vou ao restaurante para comer comida japonesa e não para passar dificuldade na hora de comê-la.
c) Hashis? Aqueles pauzinhos? Nem pensar. Só vou passar vergonha se tentar comer com isso.
d) Para não ter esse tipo de dificuldades, melhor passar longe dos restaurantes japoneses.
3 - Na hora de saborear macarrão, usa-se a colher?
a) Se tiver habilidade de enrolá-lo com o auxílio da colher, sim. Caso contrário, uso o garfo. A única coisa inadmissível é cortar o macarrão.
b) Claro que não. Onde já se viu comer macarrão de colher? Uso o bom e velho garfo.
c) Não. Para mim, deixam a colher ao lado para o caso de alguém desistir do macarrão e escolher uma sopa.
d) Nem sei como usar uma colher para comer macarrão e não quero saber.
4 - Se vai participar de uma refeição árabe tradicional, investirá no hábito de comer com as mãos se os outros o colocarem em prática?
a) Sim, devo me render às tradições. Sempre lembrando de pegar as delícias com a mão direita, já que a esquerda é reservada para tocar coisas impuras.
b) Comer com as mãos? Que falta de higiene! De maneira alguma embarco nessa ideia.
c) Se me propuserem isso, acho que desisto do jantar. Melhor ficar em casa e comer com os talheres.
d) Digo que não gosto desse hábito, explicando meus motivos, e aposto nos talheres.
5 - Entraria no clima da tradição grega de quebrar pratos se participasse de uma refeição típica do país?
a) Se quebrarem os pratos, participo também. É sempre simpático entrar no clima e respeitar as tradições.
b) Quebrar pratos? Que desperdício!
c) Quebraria, é claro. Se bobear, me empolgo e quebro uns copos ou qualquer outra coisa que estiver por perto.
d) Não. Até sairia do local. Que a verdade seja dita: os caquinhos podem machucar e não quero correr esse risco.
6 - Como você indica ao garçom que terminou a refeição?
a) Coloco os dois talheres paralelos no centro do prato.
b) Faço um gesto com as mãos indicando que pode retirar os pratos. Mas vou te contar que tem muito garçom distraído, que nem presta atenção nos clientes para notar se estão gesticulando.
c) Falo: "Ô, campeão, pode retirar os pratos?". Se não ouvir, repito um pouco mais alto. É infalível.
d) Nunca sei como agir. Espero que alguma das pessoas que estão almoçando comigo se encarregue desse detalhe. Assim, evito erros.
7 - Enquanto come, o que faz com os talheres?
a) Descanso-os na borda do prato. Sim, dá mais trabalho e demora, mas é delicado.
b) Não os largo. Já vi pessoas que os colocam no canto do prato, mas isso é para quem está desocupado e não tem pressa de terminar a refeição.
c) Quando canso, deixo a faca de lado. Mas, se a fome é muita, não os deixo de lado e me concentro apenas em terminar logo o prato.
d) Não os solto por nada, nem mesmo quando falo. Meus amigos dizem que gesticulo tanto com os talheres que pareço até um maestro.
8 - Quando tem a impressão de que algum alimento está entre seus dentes, o que faz?
a) Peço licença e vou ao banheiro retirar. É simples e não pago mico algum.
b) Tento retirar com um palito de dente e faço tudo como manda a etiqueta: coloco a mão na frente para ninguém ver.
c) Como não é indicado usar o palito de dente, tento retirar com a língua mesmo. E faço o maior esforço para não ouvirem qualquer barulhinho.
d) Pergunto para a pessoa ao lado se meu dente está sujo abrindo um baita sorriso. Se estiver, pego um palito de dente e tudo fica resolvido.
9 - Quando nota que alguém está com o dente sujo, você avisa?
a) Claro, de forma discreta, talvez com um sinal. Tenho sempre em mente que devo fazer o que gostaria que fizessem por mim. É óbvio que ninguém quer pagar o mico de ficar com uma verdura presa no meio dos dentes e só descobrir quando chegar em casa.
b) Aviso só se for alguém íntimo. Caso contrário, fico sem graça e acho que a pessoa se sentiria mal se recebesse esse toque de mim.
c) Não. Todo mundo fica com o dente um pouco sujo, não faz diferença.
d) Claro. Se estiver sentado longe, tenho o cuidado de falar alto para que realmente ouça e se livre do problema logo.
10 - Onde coloca o guardanapo?
a) O de tecido deve ficar no colo. Se tiver o de papel, depois de usado, sempre dobrado ao lado do prato.
b) Sempre vejo as pessoas colocarem o de tecido no colo, mas não encontro motivo para isso. Afinal, só o uso para limpar a boca e é mais prático deixá-lo ao lado do prato, não?
c) Como manda a etiqueta, coloco o de tecido no colo. Depois de usá-lo uma vez, o deixo ao lado do prato.
d) Nem mexo no guardanapo de tecido. Onde já se viu limpar a boca em um pano? Uso o de papel e o coloco aberto perto do prato.
11 - Como se comporta à mesa de um restaurante?
a) Costumo falar baixo, sem gesticular tanto. Durante a refeição, coloco os punhos sobre a mesa e, se for uma ocasião mais informal, o antebraço.
b) Da mesma forma que na mesa de casa ou na de um bar. Falo alto, principalmente se estiver "alegrinho" por conta das bebidas a mais. Ah! Cotovelos sempre à mesa, porque é mais cômodo.
c) Só penso na comida e nem dá tempo de conversar. Quando termino o prato, aí sim, dou uma relaxada, mas já fico de olho na sobremesa.
d) Simplesmente da maneira que acho mais agradável e confortável. Se estiver com vontade de colocar os cotovelos sobre a mesa, qual é o problema? Caso queira falar alto, quem vai me impedir? Regras, principalmente as de etiqueta, servem para serem quebradas.
12 - Se estiver mastigando e se lembrar de um assunto muito interessante, o que faz?
a) Seguro a ansiedade de falar, termino de engolir e, só então, conto o que lembrei.
b) Para não esquecer o assunto, falo com a mão na frente da boca. É uma boa alternativa.
c) Falo no exato momento em que lembro, antes que alguém puxe outro assunto e eu fique na vontade. Qual é o problema de falar com a comida na boca? É só colocá-la no cantinho que ninguém percebe.
d) Deixo para lá e continuo comendo. Só passo a dar atenção à conversa no fim da refeição.
RESPOSTAS
Se assinalou apenas as alternativas A, você sabe portar-se à mesa. Além de respeitar as tradições ocidentais, acerta até mesmo na hora de apreciar os hábitos gastronômicos de outras culturas. Continue assim e não fará feio!
Se assinalou mais alternativas A, você tem ideia de algumas recomendações da etiqueta, mas ainda precisa melhorar. É que vacila em alguns quesitos e pode deparar-se com situações constrangedoras. Estude um pouco mais que você chega lá.
Se assinalou mais alternativas B, C ou D, você está por fora das regras de etiqueta. OK, pode saber uma coisinha ou outra, mas está mais propenso a gafes. Esses detalhes podem não incomodá-lo, mas acabam tirando pontos da imagem que as pessoas fazem de você. Que tal atualizar-se? Comece lendo as alternativas A, que estão certíssimas.
Fonte: Terra